Há partir das 15:oo hs na Avenida Rio Branco trecho compreendido da praça de esporte até a antiga REFFESA.
CATEGORIAS: ELITE, MASTER ACIMA DE 35 ANOS E MOUTAIN BIKE
PREMIAÇÃO 1.000,00 R$ DIVIDIDO ENTRE AS CATEGORIAS.
PROVA SELETIVA PARA COPA NORTE/NORDESTE PARA OS ATLETAS DO RN.
terça-feira, 12 de julho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
RELATO ROMÂNTICO SOBRE O TREINO COM KETTLEBELLS

(Para a galera da Arte da Força)
Silas me encontrou numa pequena praça do Alto de Pinheiros, em São Paulo, às três da tarde de hoje. Qualquer lugar servia, então foi ali. Trouxe consigo dois kettlebells: um de 12kg e um de 16kg. Nos conhecemos ali. Ele me perguntou o que eu sabia sobre KBs.
“Nada: só de ler e assistir vídeos. Ou seja: nada.”
Fora isso, umas horinhas há dois anos com o Ivan de Marco, que serviram para me dar muita vontade de aprender mais, e recentemente umas aulas de Turkish Gettup (com meu tênis allstar...) com o Rafa Susigan.
Como toda nobre arte, no entanto, os movimentos com KBs não se aprendem rápido, nem na teoria e nem sem uma longa e árdua prática de treinamento. É assim com o wushu, com o boxe, com a esgrima, com as várias danças, com o levantamento de peso olímpico, com a minha arte do levantamento básico e é assim com a antiga e tradicional arte dos KBs. Só existe uma forma de se aprender uma arte, método este consagrado desde que a cultura é cultura: é na transmissão de conhecimento tácito entre mestre e aprendiz.
Mestre é todo aquele que recebeu a incumbência de passar adiante um conhecimento tradicional. Quando a arte floresce e é valorizada, mestres serão aqueles não apenas incumbidos, mas os mais proficientes na arte, proficiência esta avalizada por pares legítimos. A estes indivíduos cabe formar as novas gerações de praticantes de uma arte.
A definição de arte é das mais controvertidas e fugidias da cultura. A arte é uma expressão da cultura humana, em geral entendida como uma prática em que elementos da realidade sejam manipulados e organizados de maneira a produzir um sentido. Arte tem significado simbólico e impacta um ou vários de nossos sentidos, mobiliza a emoção e a cognição. O significado de arte vem sendo re-definido ao longo dos séculos. Originalmente, não era diferenciada de uma habilidade ou competência específica. Mais tarde veio a ser entendida como uma forma de expressão ou comunicação de idéias e emoções.
Seja lá como for, o leitor já deve estar curioso sobre o encontro deste conceito com o relato da minha primeira experiência de treino com KBs.
A execução proficiente de movimentos codificados com KBs pertence à mesma categoria de práticas culturais que as diversas artes marciais, os levantamentos de peso (básico e olímpico), os saltos ornamentais, a ginástica olímpica, o surf e inúmeras outras atividades também freqüentemente classificadas como esportes. Essa classificação, porém, é bem mais moderna do que se imagina: os esportes, como os conhecemos hoje, devidamente institucionalizados, datam do século XIX. As práticas corporais que deram origem a eles, no entanto, se perdem na antiguidade.
Quase todas foram um dia artes da guerra – artes marciais. Arte, no sentido antigo do termo: a maestria e proficiência em uma prática codificada. Os valores tradicionais da lealdade e respeito, bem como a ética da honra são parte da “marcialidade”.
No entanto, todas estas práticas, mesmo quando devidamente encaixadas nas relações institucionais dos esportes modernos, com suas federações, relações econômicas com atores sociais diversos, relações de poder entre praticantes e sobre eles, retém sua qualidade essencial de arte no sentido mais abstrato. Ainda que não manifestem isso em todos os seus praticantes, todas elas são formas de expressar algo profundamente sublime da essência e excelência humana.
As artes corporais comunicam a idéia do Homem “essencial”, e, nessa condição, desejos e expectativas.
No indivíduo praticante, as artes corporais vão além: são discursos eloqüentes sobre suas emoções e relações mais profundas, freqüentemente sobre a transcendência.
Quase todas as artes do corpo contém um denominador comum: a Força. O corpo não se move sem força. Assim, a arte mais básica, mais fundamental, mais basilar à expressão humana é a ARTE DA FORÇA.
Hoje eu aprendi e executei (desajeitadamente, como todo iniciante) swing, swing unilateral (muito lúdico passar o KB de uma mão para outra, divertidíssimo), snatch e agachamento com KBs. É uma arte completamente nova para mim. Um universo a ser explorado. Mas como artista de outra arte da força, sei reconhecer nela, mesmo que apenas nestes primeiros e desajeitados movimentos de uma aprendiz, a rota da transcendência. Como reconheci, ainda engatinhando também, no levantamento olímpico.
Me senti mais ou menos ressuscitada de uma pequena morte produzida por um afastamento involuntário da minha arte, durante as últimas duas semanas. Lembrei daquilo que disse, repeti, escrevi e gravei no aço: minha vida é essa rota. Só existe isso. A vida é isso. O resto é conseqüência.
Mas hoje me dei conta de que a Arte desta rota é uma só, uma grande arte em diferentes expressões. Aquela pequena bola de ferro com alça que consumiu toda a minha atenção e esforço, que desafiou todas as minhas capacidades, me fez rir e retornar a um estado básico qualquer, foi o canal para essa epifania.
No fim, só existe a Força.
Obs: no filme “The Perfect Storm” (Mar em Fúria), o personagem Bobby “fala” telepaticamente com sua companheira quando está morrendo, no meio do maremoto: “... there’s no goodbyes, Christina, there’s only Love – in the end, there’s only Love”. O que isso tem a ver com o texto? Deixo para você meditar.
OLHE O CURRICULUM DA FERA
Silas me encontrou numa pequena praça do Alto de Pinheiros, em São Paulo, às três da tarde de hoje. Qualquer lugar servia, então foi ali. Trouxe consigo dois kettlebells: um de 12kg e um de 16kg. Nos conhecemos ali. Ele me perguntou o que eu sabia sobre KBs.
“Nada: só de ler e assistir vídeos. Ou seja: nada.”
Fora isso, umas horinhas há dois anos com o Ivan de Marco, que serviram para me dar muita vontade de aprender mais, e recentemente umas aulas de Turkish Gettup (com meu tênis allstar...) com o Rafa Susigan.
Como toda nobre arte, no entanto, os movimentos com KBs não se aprendem rápido, nem na teoria e nem sem uma longa e árdua prática de treinamento. É assim com o wushu, com o boxe, com a esgrima, com as várias danças, com o levantamento de peso olímpico, com a minha arte do levantamento básico e é assim com a antiga e tradicional arte dos KBs. Só existe uma forma de se aprender uma arte, método este consagrado desde que a cultura é cultura: é na transmissão de conhecimento tácito entre mestre e aprendiz.
Mestre é todo aquele que recebeu a incumbência de passar adiante um conhecimento tradicional. Quando a arte floresce e é valorizada, mestres serão aqueles não apenas incumbidos, mas os mais proficientes na arte, proficiência esta avalizada por pares legítimos. A estes indivíduos cabe formar as novas gerações de praticantes de uma arte.
A definição de arte é das mais controvertidas e fugidias da cultura. A arte é uma expressão da cultura humana, em geral entendida como uma prática em que elementos da realidade sejam manipulados e organizados de maneira a produzir um sentido. Arte tem significado simbólico e impacta um ou vários de nossos sentidos, mobiliza a emoção e a cognição. O significado de arte vem sendo re-definido ao longo dos séculos. Originalmente, não era diferenciada de uma habilidade ou competência específica. Mais tarde veio a ser entendida como uma forma de expressão ou comunicação de idéias e emoções.
Seja lá como for, o leitor já deve estar curioso sobre o encontro deste conceito com o relato da minha primeira experiência de treino com KBs.
A execução proficiente de movimentos codificados com KBs pertence à mesma categoria de práticas culturais que as diversas artes marciais, os levantamentos de peso (básico e olímpico), os saltos ornamentais, a ginástica olímpica, o surf e inúmeras outras atividades também freqüentemente classificadas como esportes. Essa classificação, porém, é bem mais moderna do que se imagina: os esportes, como os conhecemos hoje, devidamente institucionalizados, datam do século XIX. As práticas corporais que deram origem a eles, no entanto, se perdem na antiguidade.
Quase todas foram um dia artes da guerra – artes marciais. Arte, no sentido antigo do termo: a maestria e proficiência em uma prática codificada. Os valores tradicionais da lealdade e respeito, bem como a ética da honra são parte da “marcialidade”.
No entanto, todas estas práticas, mesmo quando devidamente encaixadas nas relações institucionais dos esportes modernos, com suas federações, relações econômicas com atores sociais diversos, relações de poder entre praticantes e sobre eles, retém sua qualidade essencial de arte no sentido mais abstrato. Ainda que não manifestem isso em todos os seus praticantes, todas elas são formas de expressar algo profundamente sublime da essência e excelência humana.
As artes corporais comunicam a idéia do Homem “essencial”, e, nessa condição, desejos e expectativas.
No indivíduo praticante, as artes corporais vão além: são discursos eloqüentes sobre suas emoções e relações mais profundas, freqüentemente sobre a transcendência.
Quase todas as artes do corpo contém um denominador comum: a Força. O corpo não se move sem força. Assim, a arte mais básica, mais fundamental, mais basilar à expressão humana é a ARTE DA FORÇA.
Hoje eu aprendi e executei (desajeitadamente, como todo iniciante) swing, swing unilateral (muito lúdico passar o KB de uma mão para outra, divertidíssimo), snatch e agachamento com KBs. É uma arte completamente nova para mim. Um universo a ser explorado. Mas como artista de outra arte da força, sei reconhecer nela, mesmo que apenas nestes primeiros e desajeitados movimentos de uma aprendiz, a rota da transcendência. Como reconheci, ainda engatinhando também, no levantamento olímpico.
Me senti mais ou menos ressuscitada de uma pequena morte produzida por um afastamento involuntário da minha arte, durante as últimas duas semanas. Lembrei daquilo que disse, repeti, escrevi e gravei no aço: minha vida é essa rota. Só existe isso. A vida é isso. O resto é conseqüência.
Mas hoje me dei conta de que a Arte desta rota é uma só, uma grande arte em diferentes expressões. Aquela pequena bola de ferro com alça que consumiu toda a minha atenção e esforço, que desafiou todas as minhas capacidades, me fez rir e retornar a um estado básico qualquer, foi o canal para essa epifania.
No fim, só existe a Força.
Obs: no filme “The Perfect Storm” (Mar em Fúria), o personagem Bobby “fala” telepaticamente com sua companheira quando está morrendo, no meio do maremoto: “... there’s no goodbyes, Christina, there’s only Love – in the end, there’s only Love”. O que isso tem a ver com o texto? Deixo para você meditar.
OLHE O CURRICULUM DA FERA
Marilia Coutinho
Graduada em Ciências Biológicas (1985), mestre em Ecologia Química (1989) e doutora em Sociologia da Ciência pela Universidade de São Paulo (1994), e pós-doutorado pela Virginia Polytechnic Institute and State University (1997). Foi professora da Universidade da Florida e da Universidade de Brasília. Possui trabalhos publicados em vários países em revistas científicas referenciadas sobre temas ligados à Sociologia das Ciências da Vida e artigos sobre diversos aspectos da Atividade Física, do Esporte, da Imagem Corporal, da Educação Física e da Nutrição. Atualmente é pesquisadora, consultora, conferencista e professora na área de treinamento e esportes de força. Marilia é atleta de alto rendimento em Levantamento Básico. É presidente da Aliança Nacional da Força e representante nacional da Syndicated Strength Alliance e do Global Powerlifting Committee. É credenciada junto ao CREF na área de treinamento de força (CREF 059869-P/SP).
Graduada em Ciências Biológicas (1985), mestre em Ecologia Química (1989) e doutora em Sociologia da Ciência pela Universidade de São Paulo (1994), e pós-doutorado pela Virginia Polytechnic Institute and State University (1997). Foi professora da Universidade da Florida e da Universidade de Brasília. Possui trabalhos publicados em vários países em revistas científicas referenciadas sobre temas ligados à Sociologia das Ciências da Vida e artigos sobre diversos aspectos da Atividade Física, do Esporte, da Imagem Corporal, da Educação Física e da Nutrição. Atualmente é pesquisadora, consultora, conferencista e professora na área de treinamento e esportes de força. Marilia é atleta de alto rendimento em Levantamento Básico. É presidente da Aliança Nacional da Força e representante nacional da Syndicated Strength Alliance e do Global Powerlifting Committee. É credenciada junto ao CREF na área de treinamento de força (CREF 059869-P/SP).
quarta-feira, 25 de maio de 2011
FAZER ABDOMINAL É UMA PERDA DE TEMPO

Texto de Michael Boyle =
Eu não posso sequer contar quantas vezes eu já ouvi no final do treino de um aluno, ele falando: “Eu preciso de mais abdominais, eu quero ficar com um tanquinho”. Na verdade você fugir dos SixPack (embalagem com 6 cervejas) é melhor para seu tanquinho do que 100 abdominais completos. O Ponto chave para uma melhor definição abdominal é a visibilidade da musculatura abdominal e não a força dos seus músculos.
Você pode fazer um milhão de abdominais completos, curtos, reversos ou outro exercício que você queira, porem isso não ira afetar na sua definição abdominal. Quando as pessoas me perguntam qual o melhor exercício para o abdome eu digo sempre: Prancha. Isso normalmente requer alguns minutos ate eles entenderem. Isso não é uma brincadeira, isso é a verdade. Se você quer ter um abdome melhor, coma menos e treine mais, porem não treine só seu abdome.
A idéia de fazer abdominais para melhorar o abdome é um dos mais velhos mitos em treinamento. Isso traz de volta a idéia da redução de gordura localizada. Redução da gordura localizada nunca funcionou e nunca irá funcionar. Nós não podemos reduzir a camada de gordura em uma determinada área apenas fazendo exercícios nesta mesma área. Isso significa que os alunos que fazem abdominais para diminuir a gordura abdominal e a aluna que faz exercícios de adução para diminuir a gordura na região interna da coxa estão simplesmente perdendo tempo. Um trabalho completo, com exercícios para todo o corpo é, foi e sempre será a melhor solução para a diminuição da gordura corporal.
Quer uma melhor definição muscular? Então acabe todos os treinos com algum treino intervalado forte ao invés dos milhares abdominais. Treinos intervalados (T.I) é o real segredo para perda de gordura o que resulta em uma maior definição. Treinos Intervalados queimam mais calorias do que exercícios aeróbios lineares. Estes treinos são muito utilizados por sprinters, utilize essa metodologia de treino em suas rotinas e tenha o mesmo corpo deles.
Treinos abdominais podem reduzir o diâmetro ou a circunferência abdominal mas, não irá ajudar em nada na redução da gordura local. A verdade é que existem varias outras ótimas razões para se fazer trabalhos abdominais e core training desde que saibamos selecionar os exercícios e saber para que estamos utilizando os mesmos. Um core bem fortalecido irá ajudar nossos alunos a parecerem melhor como também irá melhorar a performance em vários esportes mas, abdominais convencionais não irá reduzir a gordura abdominal.
Uma outra boa dica: Não faça centenas de abdominais. Um bom programa de abdominais e core training é muito mais do que simplesmente flexionar e estender o tronco. Na realidade é melhor opção para um programa para o core são exercícios isométricos como as pranchas frontais e laterais. Uma das maiores funções da musculatura do core é a prevenção de movimento. O que isso significa? Isso quer dizer que os abdominais são excelentes estabilizadores. Estimule a função de estabilizar e não apenas flexo-extensão.
____________________________________________________________________
O que eu acrescento ainda a este texto do Mike, é que os exercícios abdominais convencionais alem de não ajudarem a diminuir a gordura localizada são excelentes ferramentas de lesão a coluna. O canadense McGuill, um dos maiores estudiosos da coluna vertebral já constatou em diversas pesquisas os danos que o movimento repetitivo de flexão do tronco pode causar. Fique esperto!!!
Eu não posso sequer contar quantas vezes eu já ouvi no final do treino de um aluno, ele falando: “Eu preciso de mais abdominais, eu quero ficar com um tanquinho”. Na verdade você fugir dos SixPack (embalagem com 6 cervejas) é melhor para seu tanquinho do que 100 abdominais completos. O Ponto chave para uma melhor definição abdominal é a visibilidade da musculatura abdominal e não a força dos seus músculos.
Você pode fazer um milhão de abdominais completos, curtos, reversos ou outro exercício que você queira, porem isso não ira afetar na sua definição abdominal. Quando as pessoas me perguntam qual o melhor exercício para o abdome eu digo sempre: Prancha. Isso normalmente requer alguns minutos ate eles entenderem. Isso não é uma brincadeira, isso é a verdade. Se você quer ter um abdome melhor, coma menos e treine mais, porem não treine só seu abdome.
A idéia de fazer abdominais para melhorar o abdome é um dos mais velhos mitos em treinamento. Isso traz de volta a idéia da redução de gordura localizada. Redução da gordura localizada nunca funcionou e nunca irá funcionar. Nós não podemos reduzir a camada de gordura em uma determinada área apenas fazendo exercícios nesta mesma área. Isso significa que os alunos que fazem abdominais para diminuir a gordura abdominal e a aluna que faz exercícios de adução para diminuir a gordura na região interna da coxa estão simplesmente perdendo tempo. Um trabalho completo, com exercícios para todo o corpo é, foi e sempre será a melhor solução para a diminuição da gordura corporal.
Quer uma melhor definição muscular? Então acabe todos os treinos com algum treino intervalado forte ao invés dos milhares abdominais. Treinos intervalados (T.I) é o real segredo para perda de gordura o que resulta em uma maior definição. Treinos Intervalados queimam mais calorias do que exercícios aeróbios lineares. Estes treinos são muito utilizados por sprinters, utilize essa metodologia de treino em suas rotinas e tenha o mesmo corpo deles.
Treinos abdominais podem reduzir o diâmetro ou a circunferência abdominal mas, não irá ajudar em nada na redução da gordura local. A verdade é que existem varias outras ótimas razões para se fazer trabalhos abdominais e core training desde que saibamos selecionar os exercícios e saber para que estamos utilizando os mesmos. Um core bem fortalecido irá ajudar nossos alunos a parecerem melhor como também irá melhorar a performance em vários esportes mas, abdominais convencionais não irá reduzir a gordura abdominal.
Uma outra boa dica: Não faça centenas de abdominais. Um bom programa de abdominais e core training é muito mais do que simplesmente flexionar e estender o tronco. Na realidade é melhor opção para um programa para o core são exercícios isométricos como as pranchas frontais e laterais. Uma das maiores funções da musculatura do core é a prevenção de movimento. O que isso significa? Isso quer dizer que os abdominais são excelentes estabilizadores. Estimule a função de estabilizar e não apenas flexo-extensão.
____________________________________________________________________
O que eu acrescento ainda a este texto do Mike, é que os exercícios abdominais convencionais alem de não ajudarem a diminuir a gordura localizada são excelentes ferramentas de lesão a coluna. O canadense McGuill, um dos maiores estudiosos da coluna vertebral já constatou em diversas pesquisas os danos que o movimento repetitivo de flexão do tronco pode causar. Fique esperto!!!
FONTES
Blogdoandrebelaguarda.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
TREINAMENTO DE CORE E DESPORTO.

Treinamento da região “central” do corpo tem sido um assunto de grande e crescente interesse no meio desportivo, sendo atualmente um ponto comum entre todas as propostas de treinamento que têm por base a funcionalidade (treinamento funcional).
Entende-se que seja necessário, em primeiro lugar, fortalecer o centro para depois mobilizar as extremidades. Sendo o tronco a região central que faz a conexão entre os membros (extremidades), é cabível afirmar que uma região central fortalecida e estabilizada serve como base de suporte para a execução de movimentos mais eficientes dos membros (Bompa e Cornacchia, 2000).
Anderson e Behm (2005) salientam que a estabilidade do tronco é algo identificado como sendo crucial para o equilíbrio dinâmico de todo o corpo.
Em contrapartida, um pobre desenvolvimento da região pode representar um sistema de suporte deficiente para o trabalho intenso de braços e pernas (Bompa e Cornacchia, 2000).
Pensando nisso, desenvolveu-se uma metodologia de treinamento denominada core training ou treinamento do centro ou núcleo. Entende-se por core toda a região central do corpo, compreendendo as regiões lombar, pélvica e quadril.
A estabilidade do core ou core stability é compreendida na literatura de medicina do esporte como a capacidade de controle motor e produção muscular do complexo lombo-pelvico-quadril (Leetun et al., 2004).
Os músculos do core são os principais responsáveis pela manutenção de uma postura adequada dessa região, seja ela uma postura estática ou dinâmica, sendo que ambas as posturas são vivenciadas nas atividades cotidianas e esportivas. Portanto, seu treinamento se faz necessário para manutenção da saúde postural, evitando possíveis lesões e auxiliando no desempenho nas atividades.
Para se conseguir o fortalecimento do core outras ferramentas invade o cenário do treinamento físico, como LEVANTAMENTOS OLÍMPICOS, KETTLEBELLS, ROPE TRAINING, TRX E O USO DA INSTABILIDADE. Que já provou ser mais eficiente para este fim do que as maquinas de musculação. Diversos estudos analisaram os efeitos da instabilidade sobre a ativação da musculatura do core e chegaram a conclusões positivas, principalmente quanto à ativação dos músculos profundos (estabilizadores) (Anderson e Behm, 2005; Marshall e Murphy, 2005).
Relacionando este conceito com o CICLISMO que é o esporte que trabalho em alto nível, é muito comum ver atletas de grande capacidade aeróbica e muita força nos membros inferiores que não são aproveitadas devido uma falta de estabilização, a força exercida nos pedais é perdida em movimentos laterais ao invés avanços a frente, o desenvolvimento da bike depende de o quanto o tronco e braços estão firmes dominando o guidão e o resto da bike para que o conjunto realize um efeito tipo de um arco atirando uma flecha formando uma única peça. Com base no respaldo que a literatura científica específica nos oferece, cabe a nós, profissonais de educação física atuantes no desporto, implantar essas ferramentas em nossas rotinas de treinamento, a fim de aprimorar o desempenho de nossos atletas.
Referências Bibliográficas
Anderson, K.; Behm, D.G. The Impact of Instability Resistance Training on Balance and Stability. Sports Medicine. 35(1): 43-53, 2005
Bompa, T.O.; Cornacchia, L.J. Treinamento de Força Consciente. São Paulo: Phorte, 2000.
Leetun, D.T.; Ireland, M.L.; Wilson, J.T.; Ballantyne, B.T.; Davis, I.M. Core Stability Measures as Risk Factors for Lower Extremity Injury in Athletes. Medicine & Science in Sports & Exercise. 36(6): 926-934, 2004.
Marshall, P.W.M.; Murphy, B.A. Increase deltoid and abdominal muscle activity during Swiss ball bench press. Journal of Strength and Conditioning Research 20(4): 745–750, 2006.
Retirado do texto de: Cauê Vazquez La Scala Teixeira, formado em Educação Física (UNIMES);Pós-graduado em Fisiologia do Exercício (CEFE) e Treinamento de Força (UNISANTA);WWW.treinamentoesportivo.com
Entende-se que seja necessário, em primeiro lugar, fortalecer o centro para depois mobilizar as extremidades. Sendo o tronco a região central que faz a conexão entre os membros (extremidades), é cabível afirmar que uma região central fortalecida e estabilizada serve como base de suporte para a execução de movimentos mais eficientes dos membros (Bompa e Cornacchia, 2000).
Anderson e Behm (2005) salientam que a estabilidade do tronco é algo identificado como sendo crucial para o equilíbrio dinâmico de todo o corpo.
Em contrapartida, um pobre desenvolvimento da região pode representar um sistema de suporte deficiente para o trabalho intenso de braços e pernas (Bompa e Cornacchia, 2000).
Pensando nisso, desenvolveu-se uma metodologia de treinamento denominada core training ou treinamento do centro ou núcleo. Entende-se por core toda a região central do corpo, compreendendo as regiões lombar, pélvica e quadril.
A estabilidade do core ou core stability é compreendida na literatura de medicina do esporte como a capacidade de controle motor e produção muscular do complexo lombo-pelvico-quadril (Leetun et al., 2004).
Os músculos do core são os principais responsáveis pela manutenção de uma postura adequada dessa região, seja ela uma postura estática ou dinâmica, sendo que ambas as posturas são vivenciadas nas atividades cotidianas e esportivas. Portanto, seu treinamento se faz necessário para manutenção da saúde postural, evitando possíveis lesões e auxiliando no desempenho nas atividades.
Para se conseguir o fortalecimento do core outras ferramentas invade o cenário do treinamento físico, como LEVANTAMENTOS OLÍMPICOS, KETTLEBELLS, ROPE TRAINING, TRX E O USO DA INSTABILIDADE. Que já provou ser mais eficiente para este fim do que as maquinas de musculação. Diversos estudos analisaram os efeitos da instabilidade sobre a ativação da musculatura do core e chegaram a conclusões positivas, principalmente quanto à ativação dos músculos profundos (estabilizadores) (Anderson e Behm, 2005; Marshall e Murphy, 2005).
Relacionando este conceito com o CICLISMO que é o esporte que trabalho em alto nível, é muito comum ver atletas de grande capacidade aeróbica e muita força nos membros inferiores que não são aproveitadas devido uma falta de estabilização, a força exercida nos pedais é perdida em movimentos laterais ao invés avanços a frente, o desenvolvimento da bike depende de o quanto o tronco e braços estão firmes dominando o guidão e o resto da bike para que o conjunto realize um efeito tipo de um arco atirando uma flecha formando uma única peça. Com base no respaldo que a literatura científica específica nos oferece, cabe a nós, profissonais de educação física atuantes no desporto, implantar essas ferramentas em nossas rotinas de treinamento, a fim de aprimorar o desempenho de nossos atletas.
Referências Bibliográficas
Anderson, K.; Behm, D.G. The Impact of Instability Resistance Training on Balance and Stability. Sports Medicine. 35(1): 43-53, 2005
Bompa, T.O.; Cornacchia, L.J. Treinamento de Força Consciente. São Paulo: Phorte, 2000.
Leetun, D.T.; Ireland, M.L.; Wilson, J.T.; Ballantyne, B.T.; Davis, I.M. Core Stability Measures as Risk Factors for Lower Extremity Injury in Athletes. Medicine & Science in Sports & Exercise. 36(6): 926-934, 2004.
Marshall, P.W.M.; Murphy, B.A. Increase deltoid and abdominal muscle activity during Swiss ball bench press. Journal of Strength and Conditioning Research 20(4): 745–750, 2006.
Retirado do texto de: Cauê Vazquez La Scala Teixeira, formado em Educação Física (UNIMES);Pós-graduado em Fisiologia do Exercício (CEFE) e Treinamento de Força (UNISANTA);WWW.treinamentoesportivo.com
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A GRANDE MÍDIA ESTA DESCOBRINDO O TREINAMENTO FUNCIONAL

Segue foto da matéria na veja de 04/05/2011 falando sobre o treinamento suspenso, (TRX) uma ferramenta fantástica que faz parte do arcenal de equipamentos da HC CONSULTORIA ESPORTIVA que segue a linha do FUNCTIONAL TRAINING ou TREINAMENTO INTEGRADO como gosto de chamar pois diferente de outras formas de treinamento visa melhorar todas as habilidades treináveis no ser humano. FORÇA, POTÊNCIA, AGILIDADE, EQUILÍBRIO, MOBILIDADE ARTICULAR, ESTABILIDADE E PRECISÃO. Depois posto uma matéria mais detalhada sobre o treino suspenso.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
BOLÃO DO DIA DAS MÃES
Enquanto não organiza a parte politica da AMC, os bolões de ciclismo domina para manter o nível dos atletas. O deste domingo foi em homenagem as mães no circuito do shoping categoria única 38 kh/de média e muita cara feia. segue classificação.
1º - Laércio Nunes
2º - Mário Ítalo
3º -Vagno Jesus
4º -keliano Felix
5º - José Wilker (grafite)
1º - Laércio Nunes
2º - Mário Ítalo
3º -Vagno Jesus
4º -keliano Felix
5º - José Wilker (grafite)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Treino Aeróbico Continuo x Intervalado
Treino Aeróbico Continuo x Intervalado
"Emagrecimento... Uma Lição de Culinária? É muito comum chegar as academias convencionais e se deparar com uma lista de espera intermináve..."
Emagrecimento... Uma Lição de Culinária?
É muito comum chegar as academias convencionais e se deparar com uma lista de espera interminável para o uso das esteiras. Muitas vezes este fato é motivo de descontentamento e desentendimento com a academia e ate mesmo entre alunos. Qual seria a solução? Limitar um tempo máximo para o uso? ser rigoroso na organização da fila de espera?
Na minha opinião existem outras formas de otimizar o uso das esteiras e torná-las uma aliada ao treinamento ao invés de um problema. A solução está no planejamento e organização do treino, compreensão do aluno sobre este e na mudança de paradigmas.
A maioria dos alunos ficam 30, 40 ate 50 minutos em cima de uma esteira com um único propósito: Perder Peso. Seria esta a melhor forma de treinar para este objetivo?
Um bom programa de exercícios para a diminuição do peso corporal deve ter seu foco direcionado ao gasto calórico durante e pós atividade.. Pos atividade?? Sim, pós exercício existe um fenômeno chamado de EPOC sigla em inglês que traduzida significa: Consumo de oxigênio pós exercício. Após a atividade o nosso metabolismo continua acelerado com o intuito recuperar e restaurar os padrões normais do organismo ou seja retornar a homeostase. Para voltarmos a este estado de equilíbrio necessitamos de energia e é ai onde entra a gordura que é com certeza uma das fontes mais utilizadas nesse momento. O tempo de duração desse fato é diretamente proporcional a intensidade do treino ou seja quando mais intenso maior é o EPOC.
Podemos comparar nosso metabolismo com uma panela comum de cozinha que quando colocada no fogão (inicio dos exercícios) leva um tempo ate atingir a temperatura desejada (zona de treinamento) e logo após o fogo apagado (final do exercício) esta leva também um certo tempo para se resfriar novamente ate chegar a sua temperatura padrão (recuperar a homeostase).
Podemos usar esta mesma analogia para compararmos os treinos aeróbios intervalados com os de estímulo continuo.
ATENÇAO: Estes dados abaixo são meramente ilustrativos!!! Meus dotes culinários não são lá essas coisas, porém servem para abrir nossos olhos quanto aos treinos de longa duração e baixa intensidade.
Todos atentos, vamos lá...
Exercício Aeróbio Continuo (30min esteira baixa intensidade)
Se colocarmos uma panela no fogão com fogo baixo, (leve intensidade) e deixar por 30 minutos o que irá acontecer? Provavelmente irá demorar uns 10 a 15 minutos para atingir sua temperatura desejada (zona alvo de treinamento) assim restando mais 15 a 20min para completar os tais 30 minutos. Ao apagar o fogo a panela irá demorar mais uns 20 a 30 para resfriar-se totalmente (retorno a homeostase).
Exercício Aeróbio Intervalado (4 “tiros” de 4min esteira = Total 16 minutos)
A mesma panela ira ao fogão com fogo alto ou seja alta intensidade, 4 vezes durante 4 minutos (totalizando 16 minutos de treino aeróbico total).
A cada “tiro” de 4 minutos a panela por conta da intensidade, rapidamente ira atingir a sua temperatura ideal (zona alvo de treinamento) e ao apagar o fogo ira levar os mesmos 20 a 30 minutos para resfriar-se totalmente. Contudo, como o treino é intervalado ou seja é composto por uma seqüência de 4 tiros, antes mesmo de resfriar-se totalmente irá ao fogo novamente o que a cada vez ira ficar mais fácil de chegar a zona alvo de treinamento como também ao finalizar irá passar mais tempo na zona ate resfriar-se novamente (retorno a homeostase).
Então qual seria a diferença? A grande diferença seria que no treino intervalado teríamos: 1. Economia de tempo, 2. Uma manutenção por tempo mais prolongado na “temperatura ideal” e 3. Um “resfriamento” ou EPOC mais significativo.
Conclusão: os treinos intervalados por atingir uma alta “temperatura” ou seja, uma alta zona de batimentos, várias vezes irá ser mais eficaz para o gasto calórico total do treino do que uma baixa “temperatura” ou freqüência cardíaca baixa por um tempo prolongado. Treinos intensos, fracionados e de baixo volume são uma excelente ferramenta para aumento do gasto calórico do treino e redução do congestionamento nas esteiras.
Fonte: ANDRE BELLAGUARDA.blogspot.com
"Emagrecimento... Uma Lição de Culinária? É muito comum chegar as academias convencionais e se deparar com uma lista de espera intermináve..."
Emagrecimento... Uma Lição de Culinária?
É muito comum chegar as academias convencionais e se deparar com uma lista de espera interminável para o uso das esteiras. Muitas vezes este fato é motivo de descontentamento e desentendimento com a academia e ate mesmo entre alunos. Qual seria a solução? Limitar um tempo máximo para o uso? ser rigoroso na organização da fila de espera?
Na minha opinião existem outras formas de otimizar o uso das esteiras e torná-las uma aliada ao treinamento ao invés de um problema. A solução está no planejamento e organização do treino, compreensão do aluno sobre este e na mudança de paradigmas.
A maioria dos alunos ficam 30, 40 ate 50 minutos em cima de uma esteira com um único propósito: Perder Peso. Seria esta a melhor forma de treinar para este objetivo?
Um bom programa de exercícios para a diminuição do peso corporal deve ter seu foco direcionado ao gasto calórico durante e pós atividade.. Pos atividade?? Sim, pós exercício existe um fenômeno chamado de EPOC sigla em inglês que traduzida significa: Consumo de oxigênio pós exercício. Após a atividade o nosso metabolismo continua acelerado com o intuito recuperar e restaurar os padrões normais do organismo ou seja retornar a homeostase. Para voltarmos a este estado de equilíbrio necessitamos de energia e é ai onde entra a gordura que é com certeza uma das fontes mais utilizadas nesse momento. O tempo de duração desse fato é diretamente proporcional a intensidade do treino ou seja quando mais intenso maior é o EPOC.
Podemos comparar nosso metabolismo com uma panela comum de cozinha que quando colocada no fogão (inicio dos exercícios) leva um tempo ate atingir a temperatura desejada (zona de treinamento) e logo após o fogo apagado (final do exercício) esta leva também um certo tempo para se resfriar novamente ate chegar a sua temperatura padrão (recuperar a homeostase).
Podemos usar esta mesma analogia para compararmos os treinos aeróbios intervalados com os de estímulo continuo.
ATENÇAO: Estes dados abaixo são meramente ilustrativos!!! Meus dotes culinários não são lá essas coisas, porém servem para abrir nossos olhos quanto aos treinos de longa duração e baixa intensidade.
Todos atentos, vamos lá...
Exercício Aeróbio Continuo (30min esteira baixa intensidade)
Se colocarmos uma panela no fogão com fogo baixo, (leve intensidade) e deixar por 30 minutos o que irá acontecer? Provavelmente irá demorar uns 10 a 15 minutos para atingir sua temperatura desejada (zona alvo de treinamento) assim restando mais 15 a 20min para completar os tais 30 minutos. Ao apagar o fogo a panela irá demorar mais uns 20 a 30 para resfriar-se totalmente (retorno a homeostase).
Exercício Aeróbio Intervalado (4 “tiros” de 4min esteira = Total 16 minutos)
A mesma panela ira ao fogão com fogo alto ou seja alta intensidade, 4 vezes durante 4 minutos (totalizando 16 minutos de treino aeróbico total).
A cada “tiro” de 4 minutos a panela por conta da intensidade, rapidamente ira atingir a sua temperatura ideal (zona alvo de treinamento) e ao apagar o fogo ira levar os mesmos 20 a 30 minutos para resfriar-se totalmente. Contudo, como o treino é intervalado ou seja é composto por uma seqüência de 4 tiros, antes mesmo de resfriar-se totalmente irá ao fogo novamente o que a cada vez ira ficar mais fácil de chegar a zona alvo de treinamento como também ao finalizar irá passar mais tempo na zona ate resfriar-se novamente (retorno a homeostase).
Então qual seria a diferença? A grande diferença seria que no treino intervalado teríamos: 1. Economia de tempo, 2. Uma manutenção por tempo mais prolongado na “temperatura ideal” e 3. Um “resfriamento” ou EPOC mais significativo.
Conclusão: os treinos intervalados por atingir uma alta “temperatura” ou seja, uma alta zona de batimentos, várias vezes irá ser mais eficaz para o gasto calórico total do treino do que uma baixa “temperatura” ou freqüência cardíaca baixa por um tempo prolongado. Treinos intensos, fracionados e de baixo volume são uma excelente ferramenta para aumento do gasto calórico do treino e redução do congestionamento nas esteiras.
Fonte: ANDRE BELLAGUARDA.blogspot.com
Assinar:
Postagens (Atom)